O Tumblr Sobre Travesti é um trabalho sobre grupos sociais solicitado pelo Professor Ailton – Faculdade FMU, realizado por alunos do curso Design Gráfico e de Produto – 1º Semestre. O motivo pelo qual foi escolhido este grupo social foi porque as pessoas generalizam os homossexuais, mesmo tendo suas diferenças. Há uma grande diversidade, mesmo em um mundo fechado. E vamos mostrar como é o dia a dia de um travesti. Seus ideiais, profissões, dificuldades, vantagens e desvantagens e entre outros.
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Tudo que você precisa saber
Sobre Travestis
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Sexta Feira, 20 de Abril de 2012

                             Visita a um grupo de Travestis em Poá.

                Eram 5 travestis se arrumando pra ir a uma balada. Eles estavam se arrumando na cozinha do Caio, a mesa tava coberta de malas abertas, todas desorganizadas, com maquiagens e acessórios extravagantes; pra sair de noite, eles começaram se arrumando de tarde… A preocupação maior no começo era arrumar a sobrancelha e quem não tirasse a sobrancelha, tinha a preocupação de tampar ela com base, junto com o cinza da barba. Quem usava base pra tampar a sobrancelha geralmente era porque usava uma sobrancelha pintada com lápis preto ou marrom muito acima do normal, pra ter mais espaço pra sombra (segundo o Caio, uma das travestis). Tinha uma mulher ajudando, e como era uma “maquiadora” pra 5 travestis, acabava tendo as vezes um certo conflito entre elas, por causa da atenção que uma as vezes teria mais que a outra na maquiagem. A verdade elas nunca tem ajuda de outra pra se arrumarem, mas como tinha no dia, todas queriam. Uma delas, o Paulo, foi a que ficou mais irritada, estava com problemas em pintar um arco-íris no olho e colocar o cílios falso, aas maquiagens eram bem pesadas.

                Depois da maquiagem, elas começaram a por as roupas que iam usar na noite. Eram geralmente saias ou vestidos (de preferência curtos) e saltos absurdamente altos. Tinha uma delas que havia levado pra usar no dia uma bota que o cano ia ate a coxa, parecia desconfortável pra dobrar as pernas. Era a maior bagunça pra se arrumarem. Elas procuravam roupas em montes que fizeram pelo chão.  Tinham então a missão: A procura da roupa perfeita. Teve uma hora que entramos em um dos quartos, achando que estava vazio e levamos o maior susto. Um deles, a Ale gritou se agachando, porque estava nua. E quase não soubemos o que fazer, um pouco antes de decidir fechar a porta. Então vimos Strip-tease de um travesti que foi contratado pra fazer esse show por uma mulher que vendia lingerie. Nós chegamos no lugar, tinha um tapete vermelho, a luz era baixa e tinha um tom vermelho alaranjado, com mesas redondas em volta. A maioria das mulheres ali eram senhora, e a travesti foi convidada pra animar as senhoras, claro. Não para seduzi-las. Houve uma reunião onde a dona do evento estava apresentando o produto com o intuito de vender e arranjar revendedoras, depois de um tempo de reunião e dos comes e bebes.

                Para encerrar o evento, ela chamou a atenção de todas e avisou que havia guardado o melhor para o final. Caio estava com um collant cintilante, mega hair preto, uns acessórios que imitavam perola e uma saia  um pouco transparente… Meia calça fina branca e um salto alto. Parecia uma noiva sensual. Depois de anunciar, ele entrou dançando, mexendo os braços devagar e seus passos eram cruzados, como se fosse uma modelo. Começou a se aproximar das mesas dançando e arrancando suas peças. Primeiro os acessórios, mantendo o contato físico com as clientes; depois que acabaram os acessórios (colar, anéis, brincos e pulseiras) ele se direcionou a uma senhora que estava com a expressão facial mais engraçada que as outras… E é inexplicável a cara que ela fez quando ele se virou de costas para ela, no ápice da musica, e arrancou a saia, deixando as nádegas de fora. Esse foi praticamente o final, depois de ter arrancado a saia ele saiu andando, entrou em uma sala de novo e quem estava lá, adorou e bateu palma E a senhora, no final das contas e depois do susto, fez cara de quem gostou.


Resenha (Livro: Travesti)

O que se pensa quando se ouve a palavra travesti? Na maioria dos casos, um certo espanto. Causado pelo simples fato de como fomos educados! Desde pequenos conhecemos como lei” de que um homem está para uma mulher e vice e versa.

 

o Travesti ou a travesti, que é como preferem ser chamadas (no feminino)- são homossexuais, mas não como todos os outros, o diferencial é que eles se vestem como mulheres, mas sem mudar de sexo. Se mudassem de sexo o seriam mais travestis, e sim transexuais.

 

A palavra travesti vem do verbo travestir, que pode ter o sentido de se vestir com roupas do sexo oposto. Elas adotam um nome feminino, consomem hormônios femininos, passam maquiagem, mas embora façam e tentam se passar como mulher, o se definem como uma. E todos esses costumes vem desde quando as travestis passaram a aparecer mais em frente as outras pessoas, embora sofressem demais no começo com isso.

 

As travestis do Brasil país onde mais se encontra delas -  há mais ou menos 10 anos atrás, viviam de modo precário. A maior parte das travestis morava na Bahia, mas a maioria nem ao menos tinha o Estado como terra natal. Elas se mudavam para por causa das oportunidades que tinham a mais em Salvador. Mas ainda na Bahia, moravam em becos sujos, onde ratos e baratas passeavam livremente a luz do dia, enquanto as travestis ficavam sentadas na  calçada de  suas  casas,  sarrumando  a  tarde  inteira  para  o trabalho que estavam prestes a fazer assim que a noite chegasse. Quase todas ali trabalhavam como prostitutas, mas ainda via uma ou outra como faxineira, manicure ou cabeleireira, sempre trabalhavam umas para as outras, se fosse ao caso destas três profissões.

 

No trabalho de prostituição elas usavam os preservativos doados pela ONG que havia na Bahia, própria para elas. Mas quando se davam ao luxo de comprar, a prefencia da maioria era preservativo preto com sabor de frutas. E mesmo com a doação de preservativos, o índice de travestis com AIDS na época era grande, pois muitas vezes elas largavam o preservativo de lado por uma proposta maior de dinheiro para transarem sem proteção, ou pior que isso, o usavam em certas ocasiões por simplesmente o cliente ser bonito.

 

Além da prostituão e da vida que tinham, morando de aluguel uma na casa da outra, as travestis consideravam que o tinham amigas de verdade, porque entre elas, havia sempre as que queriam roubar o namorado uma das outras. E havia também o problema que tinham por causa dos furtos, não só com os clientes, mas dentro da própria casa, as vezes por necessidade, as vezes por ambão.

O autor relata que as travestis, que se prostituem, de Salvador trabalham de modo muito diferente do que estamos acostumados a ouvir sobre a prostituição. Para elas não são considerado como uma forma degradante de exploração sexual, e sim como um trabalho como outro qualquer. Especificamente essas de Salvador, costumam se divertir mutuamente com os encontros sexuais que tiveram durante o trabalho. Mais é claro que nem sempre é assim com qualquer cliente.

CAINDO NA VIDA – É a forma que as travestis geralmente se referem ao momento de entrada na atividade de prostituição. A maioria delas “cai na vida” ainda de menor, entre 12 a 17 anos, com a ajuda de travestis mais velhas e experientes. E depois elas precisam ir para cidades onde as travestis tenha espaço para trabalharem e receberem como prostitutas. Pois havia lugares onde os homens procuravam as travestis com a desculpa de satisfaze-las e não pagar por ter relação sexual com elas.

O TRABALHO DE PROSTITUTA – Travestis veem a prostituição como um trabalho, e costumam designar-se “profissionais do sexo”. Elas começaram a surgir em maior número no Brasil por volta de 1970, e só em meados dos anos 80 a prostituição travesti vaio a florescer. Embora hoje ainda exista violência dos policiais, durante o regime militar elas sofreram muito. Muitas vezes eram presas e submetidas a longas sessões de humilhações e tortura. E nessa época muitas travesti pagavam homens para ter relação sexual com elas, e no inicio dos anos 80 elas “invertem os papeis” e passam a cobrar. A maioria delas, devido ao grande preconceito cultural de suas cidades, buscam se mudar para cidades onde as travestis tem pelo menos o seu espaço para a prostituição.

O PROGRAMA – É o nome dado ao serviço que as travestis prestam aos clientes. Inicia a partir do momento que o cliente conduz a travesti para o local onde ele quer que ocorra o programa e, isso pode ser em qualquer lugar: motel, um beco escuro, dentro de um carro, em meio a um cinema pornô, banheiros e assim vai. Mesmo as travestis afirmando que elas têm uma tabela de preços por tipo de serviço, o preço sempre varia de cliente para cliente. Assim o programa pode custar mais o menos de acordo com três critérios principais: 1) o quanto as travestis julgam que o cliente pode pagar; 2) a urgência delas em ganhar algum dinheiro; 3) o grau de atração que o cliente desperta.

ROUBANDO OS CLIENTES – As travestis sabem muito bem que afugentam os clientes com tais práticas. Mais elas precisam desse dinheiro. A maneira mais comum é bater carteira, a segunda maneira é assaltando quando elas julgam que o cliente é “mole” e, a terceira é fazendo um escândalo: que consiste em insultos e ofensas feitas aos berros dizendo ter contratado seus serviços e se recusado a pagar e ainda, afirmando que o cliente foi o “passivo” da relação. Mesmo os clientes sabendo disso, continuam buscando as travestis. E muitos carregam grandes quantias em dinheiro, o que pode indicar que pelo menos alguns deles devem encontrar algum tipo de excitação ao risco de perde tudo.

OS CLIENTES – São homens de todos os tipos que se pode imaginar que varia de 13 a 60 anos (maioria entre 17 e 45 anos), procurando prazer de varias formas. Apesar dos depoimentos das travestis que, para o desagrado delas, a maioria são homens que querem ser penetrados, mas uma pequena pesquisa feita durante um mês mostrou que entre 138 programas, que elas relataram, 72 foram homens que buscaram as travestis para penetrar, assim contradizendo elas. Mais é comum aparecerem homens até de lingerie querendo ser tratados como mulher.

PROSTITUIÇÃO NA ITÁLIA – Muitas travestis se endividam para poder ir se prostituir na Itália, onde elas têm uma maior procura. Apesar de não falar o idioma e correrem vários riscos, por exemplo: serem deportadas, as drogas que muitas usam para aguentar o frio e a carga horária puxada, homens que as enganam para roubar-lhes tudo, etc. E ainda sim elas se arriscam, pois lá ganham muito mais e conseguem realizar o sonho da maioria delas: comprar uma casa para a mãe e se sobrar o suficiente uma para elas.

PROSTITUIR-SE POR DINHEIRO – Com o preconceito que as travestis sofrem no trabalho e na família elas geralmente largam seus empregos salariados onde sofriam humilhações, e sem emprego, completamente só na vida, elas precisam ganhar dinheiro de alguma forma: prostituição. E depois de ver que na prostituição muitas vezes elas conseguem em uma semana o equivalente (ou mais) o que ganhavam em seus empregos em um mês, aí não saem mais desta vida. Fora que muitas delas conseguem “reconquistar” a família, enviando uma boa quantia em dinheiro por mês. Segundo as travestis sem esse dinheiro mensal, a família volta a virar as costas para elas.

PROSTITUINDO-SE POR PRAZER – Por mais que seja sua importância, o dinheiro não conta toda a história da prostituição travesti.  Elas tiram prazer e satisfação do ato de se prostituir. Claro que, por estarem na rua, elas estão expostas aos comentários ultrajantes de motoristas, são alvos de violência de pessoas que atiram objetos nelas e também são vitimas da violência policial. Porém, nesse mesmo lugar elas também recebem elogios, reconhecimentos, convites amorosos e recompensas financeiras pelo fato de serem travestis. Assim, o mercado sexual é praticamente o único contexto em que elas podem desenvolver autoconfiança e autoestima.


Bibliografia.

A principio a pesquisa bibliográfica será feita junto ao livro Travesti – Prostituição, sexo, gênero e cultura no Brasil, escrito por Don Kulick Deixaremos a sinopse como prévia, para mostrar um pouco o que vamos ver no decorrer do trabalho. Um estudo da vida cotidiana das travestis (como preferem ser chamadas) que trabalham nas ruas do Brasil, enfocando o modo como vivem, agem, pensam e falam sobre sua própria inserção na sociedade brasileira. Escrito pelo sueco Don Kulick, que teve a oportunidade um convívio prolongado com um grupo de travestis, morando e indo às ruas com elas para esperar clientes, este livro pode ser lido em diferentes perspectivas - como uma etnografia lírica e extremamente bem escrita, um ensaio teórico sobre representação corporal e subjetividade, ou uma contribuição importante à antropologia do corpo e de gênero.


Assassino espanca travesti e coloca fogo na casa com vítima dentro

Um travesti foi morto a pancadas e teve o corpo carbonizado depois que o assassino colocou fogo na casa onde ele morava. O crime aconteceu na noite de domingo (1º), no bairro de Lagoa das Pedras, em Campos dos Goytacazes, no norte do Estado do Rio de Janeiro.

Edson de Souza Duarte, de 38 anos, também conhecido como Baga, era querido entre os vizinhos. Eles ficaram assustados com a violência do crime.

A casa da vítima foi totalmente destruída. O sofá onde ele foi encontrado, os móveis, tudo foi queimado.

O corpo de Duarte foi levado para o IML (Instituto Médico Legal) de Campos. O caso foi registrado na Delegacia de Guarus (146ª DP). A polícia ainda não tem pistas sobre o assassino.


Travestis menores de idade serão devolvidos aos pais

Polícia de São Paulo descobriu esquema de tráfico e exploração sexual (Do R7, com Jornal da Record)

Os seis travestis menores de idade detidos na quarta-feira (2) pela polícia de São Paulo por serem  vítimas de um suposto esquema de tráfico sexual serão devolvidos a seus pais, no Nordeste do país. Antes, eles vão passar pelo Conselho Tutelar de São Paulo.

O esquema foi descoberto durante a investigação sobre o paradeiro de um adolescente do Pará que estava desaparecido desde 27 de dezembro. A busca foi deflagrada a pedido da Polícia Civil paraense.

As investigações levaram os policiais a dois imóveis em São Paulo, um no centro e um na zona norte, onde foram encontrados 85 travestis, que se prostituiam. Entre eles, estavam o seis adolescentes. O jovem de 15 anos procurado no Pará também foi encontrado no imóvel do Cambuci, na região central.

A outra pensão ficava no início da avenida Cruzeiro do Sul. Além do Pará, a polícia achou vítimas de Alagoas, Amapá, Ceará, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pernambuco e São Paulo. A maioria das vítimas tinha entre 18 e 23 anos.


Travestis e Transexuais nas Séries

Na série Nip/Tuck tinha Ava Moore era originalmente Avery Tanner,mas mudou de sexo.Interpretado pela atriz Famke Janssen,a Jean Grey dos filmes X-Men.Ela,ou ele tinha um caso com o proprio filho.

Na série Dirty Sexy Money o milionário Patrick Darling tem um segredinho:tem um caso com um travesti Carmelita Rainer – interpretado por Candis Cayne(que é um travesti). A mulher dele descobriu e até topou dividir o marido

Na  série sobre um grupo de amigas e amantes lésbicas, a perturbada Moira sentia que tinha algo faltando,e resolveu consertar isso com muitos hormônios masculinos e uma operação de mudança de sexo. E pediu a todos para ser chamada de Max.É interpretada pela atriz Daniela Sea.

Em Ugly Betty a loira Alexis é na verdade Alex, irmão mais velho de Daniel Meade, que fingiu ter morrido num acidente  para poder realizar o sonho de virar uma mulher tão bonita,que até o irmão paquerou ela ,até que ele descobriu a verdade.

Em Simpsons ,Veronica Hubert Bouvier se apaixonou pela irmã lésbica da Marge e iam se casar com ela.mas na hora do casamento descobriram que ela na verdade era um homem disfarçado,que era apaixonado por Patty,e o unico jeito de se casar com ela era fingindo ser mulher.


A vida das travestis no Rio de Janeiro: Documento Especial (Parte 1 de 2)


A vida das travestis no Rio de Janeiro: Documento Especial (Parte 2 de 2)


Travesti fala sobre preconceito, mostrando as consequências


Hebe Camargo - Entrevistas com Travestis